sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Resenha O Beijo das Sombras - Academia de Vampiros


       

     


Você foi beijada pelas sombras! 
Você tem que tomar conta dela! 
Quanto mais Lissa usar essa magia, pior vai ficar. 
Impeça-a, Rose.







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Quando recebi O Beijo das Sombras como primeiro material da parceria com a Ediouro, fiquei empolgado porque seria uma boa forma de conhecer a escrita de Richelle Mead antes do lançamento do primeiro livro de sua outra serie Georgina Kincaid — que seria lançado no Brasil e eu estava muito interessado em ler por se tratar de um elemento sobrenatural diferente os súcubos e outros mais. Mas, agora, sinto que minhas palavras não serão suficientes para revelar o que eu achei do livro; suficientes talvez sejam, mas talvez não consiga juntá-las em uma resenha digna para Richelle.
Sim, o livro se trata de o primeiro romance de uma serie de livros sobre vampiros. E, não, não são vampiros tolos; muito mesmo é um ser sobrenatural que se apaixona e causa paixão em uma protagonista sem sal, com problemas familiares, além de ser mal-amada.  Os vampiros em Academia de Vampiros são apenas o detalhe de todo um universo maior e mais rico. Inspirando-se no folclore romeno Richelle Mead nos apresenta os Moroi, Strigoi e dampiros — que mesmo sendo viciado em mitologia e em seres fantásticos — nunca ouvira falar antes.
Acima de uma paixão impossível que permeia a maioria dos parceiros de gênero desse romance, O Beijo das Sombras nos mostra como “sentimento” central a amizade, e a força dessa amizade. Rose e sua amiga Lissa passaram por coisas horríveis e tentando construir uma vida nova longe do seu próprio universo, elas fracassam e são regatadas e legadas de volta para a Escola — a Academia de Vampiros —, onde dampiros, meio-humanos, meio-vampiros, são treinados para se tornarem guardiões dos Moroi, muitos deles membros da realeza vampírica, e protegê-los dos Strigoi, mortos-vivos imortais que anteriormente poder ter sido humanos, dampiros ou Moroi, que foram responsáveis por uma morte e agora sobrevivem por matar Moroi e tomar seu sangue.
Toda a sociedade real criada por Mead parece ter uma consistência profunda e também tem todas as fraquezas que qualquer organização de governo pode ter. E é nessa sociedade que todo o desenrolar toma forma e nos cativa. Mead sabe como contar uma história e, principalmente, ela sabe atingir a faixa etária que ela quer atingir.
A tradução tem que levar crédito também, gostei da posição que a editora tomou em não entrar no hall de editoras que aderem ao “castismo” no vocabulário, esquecendo a forma que os adolescente verdadeiramente falam, sem privações e palavrõesinhos fofos. Esse aspecto e o temperamento da narradora, nada abobado sonso, nos faz ficar presos e nos surpreende a cada mudança repentina, mas bem estrutura que o livro apresenta.
Muitos laços de mistérios são deixados frouxos durante a narrativa e vão sendo atados durante o desenrolar e deixando outros mais surpreendentes para o final e para a sua continuação — a qual espero ler em breve, pois o final é tão arrebatador e inesperado que faz você se sentir angustiado de não ter a sequência em mãos.
Recomendo muito esse livro, pois, com ele as pessoas terão uma visão mais interessante de vampiros e de romances YA — jovem adulto —, já que as cenas são bem elaboradas e causando até aflição, às vezes. (Esse é um daqueles livros que faz você protestar quando acontece alguma coisa de ruim com os protagonistas, e faz você querer esganar — ou enfiar uma estaca em — alguns personagens.)  



                                                                                                                                       @Vollzin 

Um comentário:

  1. eu amo essa serie *-*

    não liga não todos os livros da Richelle terminam você querendo a continuação e você querendo enfiar uma estaca em alguns personagens ou na própria Richelle.rsrsrsrs

    ta muito boa a resenha^^

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